Copa do Mundo, hora de torcer por um novo Brasil

Tempo de leitura: 4 minutos

E chegou mais uma Copa do Mundo, dessa vez conjuntamente com uma das maiores dificuldades financeiras da história brasileira.

Infelizmente, na minha opinião, um desastre promovido pelo PT, coisa que eu torci muito para que fosse diferente.

Um passe errado que começou em 2007, quando Lula e sua trupe investiram tudo o que podiam e não podiam para obter a aprovação da FIFA para o Brasil sediar a Copa de 2014, onde desperdiçaram o dinheiro da nação para fazer uma jogada que não era prioritária.

Chegou aquela hora em que temos que insistir em pensar positivamente para a recuperação do nosso país, embora esteja difícil!

Some-se a isso, o fato de 2018 ser um ano eleitoral, na qual ainda não conseguimos encontrar uma orientação política aceitável para a gestão do nosso país.

E digo que está difícil de implementar a recuperação do Brasil porque o nosso sistema político é muito engessado… e corrupto!

Mas a minha percepção das coisas tem mostrado um lado bom e que antigamente não existia. Nas Copas passadas, todo mundo só pensava em futebol, era a Pátria de chuteiras. Nessa Copa do Mundo da Rússia está diferente, o povo brasileiro parece mais consciente, com o pé atrás, mais questionador, cobrando resultados e isso é bom!

Eu espero que o Brasil seja campeão, eu gosto muito do Tite, admiro o jeito como ele exerce sua função de técnico, até porque ele lidera o time dele com a mesma garra que eu lidero o meu time, na minha empresa.

Tite enaltece, dá força, motiva a equipe, da mesma forma como fazia o Zagalo, outro técnico que eu também apreciava bastante pelo seu jeito de ser, de incentivar a sua equipe, de valorizar a todos com a mesma intensidade, sem endeusar apenas os mais destacados pela mídia.

Time é plural, não é singular, não pode depender apenas de um jogador. Uma única andorinha não faz verão.

Eu curtia particularmente quando o Zagalo aumentava o tom de voz para dizer “vocês vão chegar lá, vão ganhar porque são os melhores jogadores do mundo, não vai ter pra ninguém!”

Agora muito cá entre nós, eu não estou levando muita fé nessa Seleção Brasileira e não acredito que consigam chegar na final com esse futebol que apresentaram nos três jogos da primeira fase (apesar do Neymar ter se jogado menos no terceiro jogo e passado a bola para os outros jogadores da equipe!), mas também não acho que as pessoas devam deixar de torcer pelos canarinhos em função do nosso momento político ou ficar lastimando a Copa de 2014 e a lavada da Alemanha.

Já foi. Já passou. Já superamos. Virou piada. Viramos a página!

Aliás, como nada é melhor do que um dia após o outro, o jornal alemão Bild equiparou o peso da eliminação da Alemanha ainda na fase inicial da Copa do Mundo da Rússia ao da histórica goleada por 7 a 1, imposta pelos atuais campeões mundiais à seleção brasileira em 2014.

A capa do diário alemão, que foi às bancas na quinta-feira, 28 de junho de 2018, ganhou a mesma manchete que no dia 9 de julho de 2014, dia seguinte ao massacre do Mineirão: “Sem Palavras” (Ohne Worte, em alemão).

Mas ainda bem que o placar que realmente está preocupando os brasileiros é o que indica 14 milhões de desempregados. Outro placar que virou a bola da vez é o de maior capacitação dos políticos, para que apresentem resultados sociais e econômicos mais positivos.

Ninguém mais está preocupado com futebol a ponto de se alienar sobre a precariedade de algumas de nossas principais instituições, com o currículo dos candidatos a governar o país em todas as instâncias, que não esteja de olho na roubalheira desenfreada que se instaurou na gestão pública, que não esteja querendo saber onde está sendo investido a dinheirama de impostos que somos obrigados a pagar em âmbito municipal, estadual e federal.

Acho que daqui pra frente, com a seleção conseguindo passar para a fase do “mata-mata”, a Copa vai empolgar mais, e claro que estou na torcida para que o Brasil seja campeão no gramado, traga o nosso hexa, mas a torcida maior é para que comecemos a treinar com mais seriedade para sermos campeões em qualidade de gestão pública, de educação, de saúde e de direitos humanos.

Agora vai o meu palpite para o ranking final da Copa 2018:

Campeã – Portugal

Vice – Argentina

Terceiro – Uruguai

Quarto – Espanha

Quinto – Brasil

(… quem arrisca um bolão?)

 

 

4 Comentários


  1. Dante: vc está dando este palpite de Brasil em quinto lugar na Copa…desafiando e incitando uma “revolução”!! rs!
    Não sou mineiro mas…acredito que seremos campeões!
    Com aquela dificuldade e coragem que o povo brasileiro, como vc diz, está vivenciando.
    Gols no último minuto, nos pênaltis e jogos muito sofridos! Porém recompensantes e vitoriosos!
    Vc, do seu jeito me fez escrever mais de 4 minutos! Parabéns a toda nação brasileira!

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    1. Concordo com você, Paulo, que eu talvez tenha sido um pouco rígido demais com os nossos jogadores, porém acho que vc vai concordar comigo, de que o primeiro jogo foi terrível!
      Por outro lado, não poderia imaginar que alguns times europeus apresentassem uma perfomance tão fraca, mas futebol é isso, né?
      Acho até que o Brasil pode ser campeão, sim, mas continuo acreditando que será muito difícil para nós, infelizmente!
      Grande abraço.

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  2. Estamos de acordo com todo o texto, menos com sua previsão do resultado da Copa. Antes da final, daremos previsão a você. Abraços Paulo e Beth

    Responder

    1. Caros Paulo e Beth,

      Gostei das considerações de vocês, porém ainda acredito ser muito difícil chegarmos ao hexa este ano.
      Aguardo as suas previsões!
      Abraço.

      Responder

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